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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ado Malagoli (Pintores Brasileiros)

Ficheiro:00022-Ado-Malagoli---O-gato.jpg
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O gato preto, 1954, acervo do MARGS
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"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência."
(Aristóteles)
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Ado Malagoli (Araraquara, 28 de abril de 1906 — Porto Alegre, 4 de novembro de 1994) foi um pintor, professor, restaurador e museólogo brasileiro.
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Biografia
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Malagoli formou-se em Artes decorativas na Escola Profissional Masculina, em 1922. De 1922 a 1928 estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de um dos mais conceituados professores italianos de pintura em São Paulo, o siciliano Giuseppe Barchita. Trabalhou com Francisco Rebolo Gonzáles na execução de painéis decorativos. Nessa época, conheceu Alfredo Volpi e Mario Zanini.
Em 1928, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e, em 1933 passou a integrar o Núcleo Bernardelli, ao lado de João José Rescala, Edson Motta, Milton Dacosta e Joaquim Tenreiro, entre outros.
Em 1942, ganhou o "Prêmio Viagem", concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes, e foi para os Estados Unidos, onde permaneceu de 1943 a 1946. Ali cursou História da arte e Museologia, no Fine Arts Institute da Universidade de Columbia, e Organização de Museus, no Brooklin Museum. Em 1946, aconteceu a sua primeira individual, na Careen Gems Gallery, em Nova York. No mesmo ano, retornou ao Brasil e iniciou atividade como professor, em Juiz de Fora. Logo retorna ao Rio de Janeiro e torna-se professor da Associação Brasileira de Desenho.
Em 1952, transferiu-se para Porto Alegre, passando a lecionar pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul até 1976. Assumiu o cargo de superintendente do Ensino Artístico da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, tornando-se responsável por toda a Divisão de Cultura da Secretaria. Em 1954, criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS, inaugurado em 1957. Integrou a comissão de seleção da Mostra de Arte Gaúcha em 1982.
Em 1997, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul passou a se chamar Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, em homenagem ao seu fundador.
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Prêmios
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1935 - Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1938 – Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1939 - Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1942 - Prêmio Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Prêmio Euclides da Cunha no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Pequena Medalha de Prata no 14º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1949 - Prêmio Arnaldo Guinle no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1949 - Prêmio Viagem no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Medalha de Prata no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Prêmio Alto Mérito no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1951 - Prêmio Municipalidade no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1955 - Medalha de Prata no 6º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
1956 - Prêmio Guggenheim, MAM/RJ, Rio de Janeiro
1957 - Prêmio Aquisição no 21º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1960 - Primeiro prêmio no 15º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte
1962 - Primeiro prêmio no 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte
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Fonte de Pesquisa:
Créditos da Imagem :
Wikimédia Commons

domingo, 29 de janeiro de 2012

Abigail de Andrade(Pintora Brasileira)

Ficheiro:Abigail de Andrade, Portrait-Relief.jpg
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A arte de pintar é apenas a arte de exprimir o invisível através do visível.
(Eugène Fromentin)
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Abigail de Andrade.
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Abigail de Andrade (Vassouras, 1864 — Paris, ) foi uma pintora e desenhista brasileira, premiada com a medalha de ouro por trabalhos expostos no Salão Imperial de 1884.
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Biografia
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Levantou-se muito pouco sobre a vida dessa pintora fluminense.
Sabe-se porém, que, aos 18 anos, em março de 1882, participou da primeira exposição organizada pela Sociedade Propagadora das Belas Artes, concorrendo na seção de desenhos com meia duzia de trabalhos, tendo a crítica louvado a excelente qualidade deles.
Sabe-se que estudou no Liceu de Artes e Ofícios e que foi aluna de Angelo Agostini e de Joaquim José Insley Pacheco.
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Ficheiro:Abigail de Andrade, 1885, Niterói.jpg
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Niterói (1885), de Abigail de Andrade. Coleção particular, Rio de Janeiro.
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Na Exposição Geral de 1884
Expôs na Exposição Geral de Belas Artes, no ano de 1884, numa época em que as mulheres eram estimuladas a procurar a pintura e o desenho apenas como amadoras e por puro passatempo. O famoso crítico de arte Gonzaga Duque escreveu que Abigail de Andrade, ao contrário das demais pintoras de seu tempo e enfrentando o preconceito existente contra as mulheres, fez da pintura a sua profissão.
Nessa Exposição, a última, a maior e a mais brilhante que se realizou no Segundo Reinado, Abigail participou na seção de pintura, apresentando quatorze trabalhos: quatro óleos representando cenas do cotidiano, dois retratos, três cópias e cinco estudos de desenho. Apesar de estreante, Abigail de Andrade foi premiada com a "Primeira Medalha de Ouro", láurea que dividiu com Thomas Georg Driendl, Giovanni Battista Castagneto e Georg Grimm. Pelo renome de seus companheiros de premiação, jamais poderia ter exposto trabalhos medíocres. Dois óleos, dentre o total da obra apresentada destacavam-se e foram eles que geraram o cobiçado prêmio: Cesto de compras e Um canto do meu ateliê.
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Exposições Individuais
No ano de 1886 promoveu duas exposições individuais no Rio de Janeiro. A primeira realizou-se na Casa Vicitas e a segunda na Casa Costrejean.
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Trágico romance e morte prematura
A artista é também lembrada pelo trágico envolvimento amoroso com seu professor, Angelo Agostini, homem casado e artista respeitado e influente na época. Foi um tremendo escândalo. Abigail engravidou deste em 1888 e, devido ao preconceito da sociedade, teve que refugiar-se com o professor em Paris, levando consigo a pequena Angelina Agostini, que viria a ser, também, uma artista consagrada. Na capital francesa, perdeu o segundo filho após o parto, e morreu logo a seguir.
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Ficheiro:Abigail de Andrade, 1888, Estrada do Mundo Novo com Pão de Açúcar ao Fundo.jpg
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Estrada do Mundo Novo com Pão de Açúcar ao fundo (1888), de Abigail de Andrade. Coleção particular.
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Obra
É diminuto o número de trabalhos atualmente conhecidos da pintora Abigail. Deve ter produzido muito pouco, sendo que seus trabalhos estão datados entre os anos de 1881 a 1889. Certamente não pintou mais do que cinquenta quadros, numa avaliação otimista, e como se sabe da existência de um número muito menor do que esta estimativa, pode-se considerar que outras obras estão perdidas ou incógnitas na casa de seus proprietários ou de pequenos colecionadores.
Em 1947, Carlos da Silva Araújo, em artigo publicado no Boletim de Belas Artes intitulado "Angelo Agostini e o Salão de 1884" reproduz o Cesto de Compras em desenho de Agostini e lamentava nunca ter deparado com o nome e a obra de Abigail em livros, catálogos ou revistas.
A revelação pública da obra de Abigail de Andrade só viria a acontecer em 1989 com o aparecimento do livro "150 Anos de Pintura no Brasil" que traz, em cores, a reprodução de três óleos da pintora pertencentes à famosa coleção do advogado carioca Sérgio Fadel.
A segunda surpresa estaria presente na original exposição Mulheres Pintoras promovida pela Sociarte - Sociedade dos Amigos da Arte de São Paulo em parceria com a Pinacoteca do Estado e realizada nos meses de agosto a outubro de 2004. Entre os trabalhos expostos, chamava a atenção um quadro pequeno, um óleo de 34 x 23 cm., assinado por Abigail, pertencente ao colecionador Francisco Asclépio Barroso Aguiar de Salvador. Denominava-se o quadrinho No Ateliê , datado de 1881.
 Este quadrinho não era o mesmo apresentado pela pintora, no Salão de 1884, com o título Um Canto do meu Ateliê apesar da quase identidade dos títulos de ambos.
No mesmo ano de 2004, puderam os amadores das artes plásticas conhecer novas obras de Abigail de Andrade quando veio à luz um luxuoso volume de autoria de Alexei Bueno intitulado O Brasil do Século XIX na Coleção Fadel .
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Fonte de Pesquisa :
Créditos da Imagem:
Wikimédia Commons
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