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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Jardim Japonês

Ficheiro:07. Japanese Garden Pano, Cowra, NSW, 22.09.2006.jpg
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Jardim japonês em Cowra, Austrália

Créditos da Imagem:
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Um Jardim Japonês ou Nihon Teien (日本庭园) é parte integrante da tradição nas casas do Japão, nas proximidades de parques nas cidades, em templos budistas ou xintoístas, e locais históricos, tais como antigos castelos. Muitos dos mais famosos jardins japoneses do Ocidente, e também no próprio Japão, são os jardins Zen. Como a tradição da cerimônia do chá, os jardins japoneses constituíram uma característica bem peculiar, uma reminiscência do Japão feudal.
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Ficheiro:RyoanJi-Dry garden.jpg
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O jardim Zen do Templo Ryoan-ji
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Jardim de pedras japonês
Um jardim de pedras japonês (枯山水 Karesansui, em japonês), ou jardim Zen é uma campo raso de areia contendo areia, cascalho, pedras e muitas vezes grama ou outros elementos naturais.
Os principais elementos de um karesansui são pedras e areia, com o mar simbolizado não por água, mas por areia revolvida em desenhos que sugerem ondulações na água.
As plantas são pouco importantes (e às vezes, inexistentes) em muitos jardins karesansui.
 Muitas vezes, mas não sempre, os jardins saresansui são projetados para serem vistos de uma única perspectiva e as rochas são muitas vezes associadas com montanhas chinesas, recebendo seus nomes daí.
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Ficheiro:Zen Garden.jpg
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Pequeno jardim de pedras manual.
Créditos da Imagem:Zen Garden/Wikimédia Commons
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O jardim karesansui no Templo Ryōan-ji
Existe um famoso jardim de pedras japonês no Templo Ryōan-ji em Quioto. Ryoanji é um templo que pertence à escola Myoshinji da Escola Rinzai de Zen, famosa por seus jardins Zen.
O jardim foi construído no estilo karesansui. Ele mede 30 metros na direção leste-oeste e dez metros na direção norte-sul. Não há árvores, apenas 15 rochas de formatos irregulares e tamanhos variáveis, algumas das quais, circundadas por musgos, e organizadas em um leito de cascalho branco revolvido diariamente.
As pedras de vários tamanhos estão organizadas sobre pequenos seixos brancos e divididas em cinco grupos constituídos de cinco, dois, três, dois e três pedras. As 15 pedras existentes no jardim estão espalhadas de maneira que os visitantes só possam ver 14 delas por vez a partir de qualquer ângulo em que se olhe.
De acordo com a lenda, apenas quando alguém obtém iluminação espiritual, como resultado de uma meditação Zen profunda, consegue ver a última pedra com seu olho do meio.
O jardim não é atribuído a nenhum autor em particular, ainda que se acredite que um artista chamado Soami (1480?-1525), juntamente com Daisen-in tenha desenhado e disposto o jardim.
No entanto, os arquivos do templo são contraditórios e indicam mais alguns envolvidos, e nas costas de uma das quinze pedras estão escritos os nomes de Kotaro e Hikojiro, que podem ser dois dos trabalhadores responsáveis pela atual construção.
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Ficheiro:SFGGPTGZenGarden.jpg
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Pequeno jardim de pedras no Jardim do Chá japonês no Parque Golden Gate, em São Francisco.
Créditos da Imagem:Zen Garden/ Wikimédia Commons
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Houve muitas tentativas de explicar a organização dos jardins Zen. Algumas delas são:
O cascalho representa o oceano e as pedras, as ilhas do Japão;
As pedras representam a mãe tigre com seus filhotes nadando em direção a um dragão;
As pedras formam parte do kanji para coração ou mente.
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Fonte de Pesquisa e créditos:

terça-feira, 29 de março de 2011

Kokeshi ( Bonecas Japonesas )

Ficheiro:Kokeshi 20101105.jpg
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Kokeshi (em japonês 小芥子 ou こけし) são bonecas japonesas, originárias do norte do país. 
Elas são manufaturadas em madeira, possuíndo um tronco simples e uma grande cabeça, pintadas com finas linhas para delinear o rosto. 
Seu corpo tem desenhos florais, pintados sobre fundo vermelho, preto, e algumas vezes amarelo, envernizadas por uma camada de cera. 
Uma marcante característica das Kokeshi é a ausência de braços e pernas. 
Na parte inferior é marcada com a assinatura do artista.
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Histórico
As Kokeshi foram produzidas inicialmente pelos Kiji-shi (artesãos da madeira), em Shinchi, em Tagata (Miyagi), de onde a técnica se espalhou para outras áreas das estâncias termais da região de Tohoku. 
Diz-se que estas bonecas foram feitas originalmente em meados do período Edo (entre 1600-1868) para serem vendidas como souvenires aos visitantes das fontes termais do nordeste do Japão.
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Formatos
Tradicional - As formas tradicionais da Kokeshi (Dento), seguem certos padrões particulares e são oriundas de uma determinada área. 
Compreendem onze tipos: Tsuchiyu, Togatta, Yajiro, Naruko, Sakunami, Yamagata, Kijiyama, Nanbu, Tsugaru, Zao-takayu, e Hijioro. 
O tipo mais comum é o Naruko, variante feita originalmente em Miyagi, podendo também ser encontrada em Akita, Iwate e em Yamagata. 
A rua principal da fonte termal de Naruko é conhecida como Rua da Kokeshi, e possui lojas que são dirigidas diretamente pelos escultores de Kokeshi.
Criativas - As formas criativas da Kokeshi (Shingata) o artista permite-se total liberdade para dar-lhe formas, desenho e cores, e passou a ser desenvolvida após a II Guerra Mundial. 
Elas não estão restritas a uma determinada região do Japão, e os artistas das Kokeshi Criativas moram nas grandes cidades.
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Ficheiro:Kokudo48Go2005-10Sakunami.jpg
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Monumentos às bonecas Kokeshi (Miyagi)
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A madeira usada para a confecção das Kokeshi varia. Para um tom mais escuro, é usada a cerejeira e as Cornus para tons suaves. 
O Itaya-kaede, espécie de bordo japonês, também é usado. 
Tanto para a escultura das formas tradicionais como criativas, a madeira é colocada ao ar livre para descansar durante um a cinco anos, antes de poder ser usada.
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Significados metafóricos
Algumas versões dão que, embora o nome oficial da Kokeshi seja "小芥子", sua verdadeira denominação original seria "子消し", siginificando "crianças perdidas".
Simbolizam a alma das crianças, que as bonecas levem todo o mal que as crianças porventura possam sofrer em vida, esse é o motivo mor da boneca kokeshi.
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Ficheiro:Kokeshi-finishing.jpg
Artesão trabalhando uma kokeshi.
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Religião
Os japoneses, especialmente da Ilha de Okinawa adotaram o costume de usar a boneca em cerimônias de enterro ou crematório de seus entes queridos. 
Crianças com morte pré-matura, ou antes de completar os 12 meses de idade teriam sua alma fixada nas tradicionais bonecas, para que não se sentissem perdidas na situação além morte. 
Os familiares mantém a boneca sobre os lápides ou em casa quando o corpo é cremado. 
É tradição adotar bonecas "abandonadas" com a justificativa de boa sorte no lar.
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Oferendas
Sob a justificativa de alegrar o espírito da criança que está retido na boneca, é tradição oferecer frutas, doces, brinquedos e origami mensalmente no dia da morte da criança, evitando assim azar ou maldição.
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Fonte de Pesquisa:
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Bonsai

Ficheiro:Bonsai1.jpg
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Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai), que significa "árvore em bandeja".
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Um bonsai precisa ter outros atributos entretanto além de simplesmente estar num vaso raso. 
A planta deve ser uma replica de uma arvore da natureza em miniatura. 
Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos.
 Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.
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As origens históricas
Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica.
 Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem.
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O bonsai como hobby
No Ocidente o cultivo de bonsai como hobby desenvolveu-se bastante nos últimos 20 anos e hoje estas pequenas árvores estão espalhadas por todo o mundo.
 O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção 
dada às artes orientais nos últimos anos. 
Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. 
A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior,
 e aí reside a dificuldade. 
Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística.
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Técnicas de controle de crescimento
O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de várias técnicas:
Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: 
Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.
Poda das raízes: Dependendo da idade e espécie da árvore, as raízes são podadas, em geral no inverno pois a planta está em estado de dormência, e é realizada a troca da terra (substrato).
Uso de adubos com menor quantidade de nitrogénio:
 O nitrogénio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
Rega em quantidades moderadas: 
Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia. 
O que não podemos fazer é molhar nosso bonsai todos os dias, se ele não seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir directamente na frequência de rega.
 A rigor, deve usar-se a sensibilidade, regar quando a terra estiver seca, e não regar quando ela estiver ainda úmida. As árvores não são modificadas geneticamente. 
Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro ou azaléia), dentre outros.
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Estilos
Podem ser encontrados bonsais de vários tamanhos, sendo que a maioria fica entre 5 cm e 80 cm. 
Os bonsais medindo até aproximadamente 25 cm podem ser chamados shohin. 
Costuma-se chamar os bonsais menores que 7 cm de nano.
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Ficheiro:Goshin, September 15, 2007.jpg
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Podemos encontrar, na natureza, árvores que crescem em formas bastante variadas.
 Essas formas são imitadas através de "treinamento" (aramação e poda). 
Os estilos abaixo são os básicos tradicionais.
 Existem outros que são considerados subtipos dos descritos abaixo.
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Chokan
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Chokan: Estilo ereto formal. 
Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. 
Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.
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Moyogi
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Moyogi: Estilo ereto informal. 
Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. 
A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.
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Shakan
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Shakan: Estilo inclinado. 
Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.
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Kengai
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Kengai: Estilo cascata. 
A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. 
Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.
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Ficheiro:Bonsai IMG 6402.jpg
Han-Kengai
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Han-kengai: Estilo semi-cascata.
 Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nivel abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.
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Fukinagashi
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Fukinagashi: Varrido pelo vento. 
Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.
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Ficheiro:Black Hills Spruce bonsai forest planting, July 13, 2008.jpg
Estilo Floresta
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Métodos de Cultivo
Misho
O método do misho é o cultivo a partir de sementes. 
Consiste em escolher uma espécie que dela se queira adquirir um bonsai, conseguir algumas sementes desta planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses.
Método:
Escolhidas as sementes, deve-se selecionar as que estão ainda viáveis. 
Um método bastante eficaz consiste em deixá-las em um vaso com água na noite anterior ao plantio, de um dia para o outro. 
As sementes férteis irão afundar e as mortas flutuarão.
Deve-se preparar a sementeira, de preferência um vaso ou caixa de madeira com aproximadamente 15 cm de profundidade, com um orifício no fundo para drenagem, que deve ser coberto com uma tela de náilon para impedir escoamento do conteúdo.
Deve-se cobrir 1/4 da profundidade do vaso com grânulos de cascalho.
A camada seguinte deve ser já o substrato (sem cascalho fino) até um pouco mais da metade do vaso. 
Não deve ser utilizado nenhum tipo de adubo nessa fase.
As sementes devem ser depositadas nessa camada de terra, separadas 4 cm uma das outras e cobertas com uma camada de 2cm de terra fina.
A rega deve ser abundante, mas não a ponto de encharcar o vaso.
Depois de 3 meses de brotamento as plantas estão prontas para adubação. 
Pode ser aplicada uma pequena quantidade de adubo líquido, colza ou torta de mamona.
Dependendo da espécie, a época de se transplantar a muda para uma bandeja de bonsai varia entre 1 a 2 anos. Após esse período ainda não temos um bonsai, apenas uma muda. Deve-se então continuar com os passos do método Yamadori.
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Ficheiro:Dwarf Japanese Juniper, 1975-2007.jpg
Estilo Formal
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Yamadori
Yamadori significa mudas colhidas na natureza, mas para conseguir as mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado como continuação do misho, porém, com a economia de alguns meses (a idade da muda irá influir neste caso). 
A muda deve apresentar caule curto porque algumas espécies tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se inadequadas para se tornarem um bonsai - 
por isso devem ser moldadas desde muito cedo.
Vale notar que em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cuidado para não danificar as raízes na hora da retirada.
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Método:
As mudas, quando compradas, geralmente virão em um saquinho de plástico preto que deverá ser removido no início do processo.
Embora os bonsai sejam plantados em uma bandeja, as mudas adquiridas não devem ser replantadas de imediato nesse tipo de recipiente pois ainda não são bonsai - devendo portanto ser replantadas com procedimentos semelhantes aos do misho, no que diz respeito ao preparo do solo.
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Uma vez que a muda for retirada da terra, os galhos devem ser podados na proporção do volume das raízes. A poda deve ser feita com tesoura bem afiada e muito cuidadosamente, de modo a não prejudicar a forma que se deseja dar ao futuro bonsai. 
Deve-se começar a poda pelas raízes secas ou danificadas, e prosseguir para os galhos em igual situação. Terminada a chamada poda de limpeza, deve-se observar a proporção do volume de raízes em relação aos galhos: se faltarem muitas raízes, talvez seja necessário podar alguns galhos. 
A proporção dos galhos em relação às raízes é geralmente seis galhos para quatro raízes.
Deve-se acomodar as raízes da muda no vaso e acrescentar terra gradualmente, compactando-a levemente com os dedos. 
O vaso deve conter terra o suficiente para cobrir as raízes, mas sem nunca ultrapassar a borda do vaso. Deve-se pressionar a área aterrada com as mãos usando pouca força, e sem a utilização de ferramentas.
Depois que a muda for plantada, talvez ela precise ser amarrada ao vaso com um barbante forte, fio ou apoiada de alguma forma para não mudar de posição ou cair, até que as raízes fiquem mais fortes. 
Esse apoio deve ser mantido por cinco meses.
As mudas recentemente plantadas devem ser colocadas a meia sombra, ao abrigo dos raios diretos do sol e do vento. 
Como este é o estágio de crescimento de raízes novas, deve-se regar a terra duas vezes por dia durante os três primeiros meses.
Existem também outros métodos de cultivo como o sashiki, que é a preparação de mudas para bonsai por estacas de galhos, e a alporquia, que é a técnica aplicada com o objetivo de forçar o crescimento de raízes de um determinado local de um galho ou segmento de tronco de uma árvore natural.
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Fonte de Pesquisa:
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domingo, 27 de março de 2011

O que é Ukiyo-e?

Ficheiro:ToyokuniActor.jpg
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Ukiyo-e de Utagawa Toyokuni
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Ukiyo-e ("retratos do mundo flutuante"), conhecido também por estampa japonesa, é um estilo de pintura similar a xilogravura desenvolvida no Japão ao longo do período Edo (1603-1867).
 Foi uma técnica amplamente difundida através de pinturas executadas com o auxílio de blocos de madeira usados para impressão entre os séculos XVIII e XIX (fim do período Edo). 
Geralmente representava temas teatrais.
Ukiyo-e é escrito geralmente com os kanjis 浮世絵, que significam "retratos do mundo flutuante", mas no começo de sua utilização (século XVII) também era chamado de 憂き世絵 ("retratos do mundo triste"). Conforme as pinturas passaram a ser feitas cada vez mais para o entretenimento a forma "retratos do mundo flutuante" se tornou dominante.
Essa forma de arte cresceu em popularidade na cultura metropolitana de Edo (antigo nome de Tóquio) durante a segunda metade do século XVII, tendo se originado das obras monocromáticas de Hishikawa Moronobu na década de 1670. No começo só se usava "tinta indiana". 
Aprimorada em meados do século XVIII, porem acabou sendo adotada por Hozumi Harunobu que desenvolveu a técnica de impressão policrômica (Nishiki-ê).
O Ukiyo-e difundiu-se rapidamente devido à facilidade em ser produzido em massa. 
Suas obras eram adquiridas principalmente pelos comerciantes burgueses, que geralmente não eram ricos o bastante para encomendar uma pintura original. 
O tema original do Ukiyo-e era a vida urbana, especificamente atividades e cenas da área do entretenimento: belas cortesãs, lutadores de sumô e atores populares retratados quando
 ocupados em atividades interessantes. 
Mais tarde as paisagens também se tornaram populares.
 Assuntos políticos e os indivíduos da alta sociedade só apareciam raramente. 
O sexo não era um assunto evitado, ao contrário figurava constantemente nas pinturas do estilo.
 Os artistas e seus editores às vezes eram punidos por criar retratos particularmente explícitos
 (os chamados shunga).
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O que é Shunga?
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Ficheiro:Katsushika Hokusai - Fukujuso.jpg
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Amantes
Xilogravura de Katsushika Hokusai, 1815.
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Shunga-e (春画絵) é um estilo de gravuras japonesas eróticas, feitas pelos mesmos artesãos do ukiyo-e, mas com o tema especificamente voltado para o mundo dos prazeres.
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História
O movimento de urbanização do final do século XVI levou ao desenvolvimento de uma classe de chonins, comerciantes e artesãos que começaram a escrever histórias e pintar gravuras que eram compiladas juntas em livros chamados 絵本 ("ehon", que significa livros de ilustrações) ou como romances. 
O Ukiyo-e era usado frequentemente nas ilustrações destes livros, mas se tornaram independentes como pinturas em folha única (como os kakemono-e) ou ainda como pôsteres do teatro kabuki. 
As primeiras inspirações foram contos e ilustrações chineses. 
Muitas dessas histórias eram baseadas na vida urbana e na cultura, e manuais também eram populares. 
Os trabalhos de Hishikawa Moronobu tornaram-se muito influentes depois da década de 1670, quando já usava pintura policromática.
A partir do meio do século XVIII as técnicas já eram desenvolvidas o bastante para suportar pinturas totalmente coloridas, chamadas nishiki-e. 
Os ukiyo-e que são reproduzidos atualmente em cartões postais em e em calendários, datam deste período. Utamaro, Hokusai, Hiroshige, e Sharaku foram os artistas proeminentes deste período. 
Após estudar pinturas européias, os artistas incorporaram suas noções de perspectiva
 e outros temas foram adotados. 
Os retratos de Katsushika Hokusai descreviam na maior parte paisagens e a natureza. 
Seu trabalho Trinta e Seis vistas do Monte Fuji (富嶽三十六景, Fugaku sanjurokkei) começaram a ser publicados cerca de 1831. 
Ando Hiroshige e Kunisada publicaram também muitos retratos inspirados na natureza.
Em 1842, os retratos de cortesãs, geishas e atores foram proibidos. 
Os retratos com estes temas foram retomados em parte, quando foram novamente legalizados.
Durante a era Kaei (1848-1854), muitos navios mercantes estrangeiros vieram ao Japão. 
O ukiyo-e desse tempo reflete as mudanças culturais.
 Depois da restauração Meiji em 1868,o Japão tornou-se aberto às importações do ocidente, incluindo a fotografia e as técnicas de impressão. 
Quando o ukiyo-e saiu de moda no Japão durante o bunmei-kaika (文明開化, movimento de ocidentalização do Japão) transformou-se numa fonte da inspiração na Europa, tanto para o cubismo quanto para muitos pintores impressionistas. 
Esta influência foi chamada de Japonismo.
O Ukiyo-e é produzido ainda hoje e é influente de várias formas, inspirando, por exemplo, alguns mangás. (Desenhos em estilo ukyio-e figuram, entre outros, nos mangás de Lobo Solitário e Filhote.
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Ficheiro:Ukiyo-e dsc04680.jpg
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Gravação no bloco de madeira.
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Técnicas de Criação
As cópias de Ukiyo-e eram feitas através dos seguintes passos:
O artista produzia um desenho matriz usando tinta
Os artesãos colam esse desenho com a frente para baixo num bloco de madeira. 
Em seguida talham o bloco nas áreas onde o papel estava em branco, deixando o desenho invertido como uma cópia em relevo no bloco, mas destruindo o desenho original.
Este bloco é colorido e impresso, fazendo cópias próximas à exatidão do desenho original.
Estas cópias por sua vez eram coladas, com a frente para baixo em outros blocos e aquelas áreas da obra que deviam ser impressas em uma cor específica eram deixadas em relevo.
 Cada um destes blocos imprime ao menos uma cor no projeto final.
A combinação resultante dos blocos de madeira eram recoberta em cores diferentes e impressas sequencialmente no papel. 
A impressão final firma as impressões dos blocos anteriores, sendo que alguns podem ser impressos mais de uma vez para obter uma maior profundidade da cor.
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Principais artistas
Hiroshige
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Hishikawa Moronobu
Hishikawa Monorobu (Awa, Japão; 1618 - 25 de julho de 1694) que viveu na Era Edo é o primeiro grande nome da gravura ukiyo-e. 
Um ilustrador convertido à gravura avulsa (xilogravura) monocromática denominado Sumizuri-ê. 
Desligou a gravura do livro, que a encarecia, e passou a fazer dela um avulso por excelência.
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Hokusai
Kunichika
Kunisada
Sharaku
Toyokuni
Utamaro
Yoshitoshi
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Ficheiro:Portrait à la mémoire d'Hiroshige par Kunisada.jpg
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Hiroshige
Hiroshige (1797-1858), pintor e gravador japonês, conhecido sobretudo por suas gravuras de paisagens.
Foi o último grande professor de Ukiyo-e, ou escola de gravura popular, e converteu as paisagens cotidianas em cenas líricas de grande intimismo que lhe proporcionaram um êxito comercial ainda maior que o de seu contemporâneo Hokusai.
Sua obra-prima é a série de gravuras Tokaido gojusan-tsugi (As Cinqüenta e Três Estações do Tokaido).
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As Cinquenta e Três Estações da Tōkaidō
Ficheiro:Tokaido09 Odawara.jpg
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Odawara-juku na década de 1830, ilustrado por Hiroshige n' As Cinquenta e Três Estações da Tokaido
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As Cinquenta e Três Estações da Tōkaidō (em japonês Tōkaidō gojūsan-tsugi) é uma série de ukiyo-e criada por Hiroshige.
A Tōkaidō era uma das Cinco rotas de Edo construída na época de Ieyasu Tokugawa, uma série de estradas que ligava Edo (actual Tóquio) ao resto do Japão.
 A Tōkaidō ligava Edo à então capital Kyōto e ao longo desta estrada encontravam-se cinquenta e três estações de correio, onde se encontravam estábulos, alojamento e comida para os viajantes.
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Ficheiro:Tokaido16 Yui.jpg
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A província nas proximidades de Yui-shuku
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Hiroshige e a Tōkaidō
Hiroshige percorreu a Tōkaidō em 1832, integrado numa delegação oficial que transportava cavalos para serem entregues à corte imperial, uma oferta anual do shogun em reconhecimento do estatuto divino do imperador.
As paisagens que observou ao longo da jornada impressionaram profundamente o artista, tendo criado numerosos esboços durante a viagem, bem como aquando do regresso. 
Após tornar a casa Hiroshige começou imediatamente a trabalhar nas primeiras telas d' As Cinquenta e Três Estações da Tōkaidō. 
Acabando por produzir um total de cinquenta e cinco telas para compor a série: uma para cada estação, mais uma para o local de início e outra para o término.
A primeira obra da série foi publicada conjuntamente pelas casas Hoeido e Senkakudo, com a primeira a tratar de todas as seguintes edições sozinha. 
Este estilo de blocos de madeira eram comummente vendidos por doze a dezasseis moedas de cobre cada, aproximadamente o mesmo preço que uma tigela de sopa ou umas sandálias de palha. 
O sucesso d' As Cinquenta e Três Estações da Tōkaidō afirmou Hiroshige como o mais proeminente e bem-sucedido criador de ukiyo-e da era Tokugawa
Hiroshige prosseguiu esta série com As Sessenta e Nove Estações da Kiso Kaido em colaboração com Eisen Keisai, documentando cada uma das estações de correio da Nakasendo (que também se denominava de Kiso Kaido).
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Ficheiro:Tokaido24 Kanaya.jpg
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Kanaya-juku no Rio Oi
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Durante a sua estadia em Paris, Vincent Van Gogh foi um coleccionador ávido de ukiyo-e, juntando com o seu irmão uma colecção de várias centenas de gravuras compradas na galeria de S. Bing, onde se incluiam trabalhos de As Cinquenta e Três Estações da Tokaido. 
Van Gogh incorporou elementos estilísticos da sua colecção nos seus próprios trabalhos, tais como cores brilhantes, detalhes naturais e perspectivas não-convencionais.
 Chegando a afirmar na sua correspondência pessoal "...todo o meu trabalho é baseado em arte japonesa...", tendo descrito os impressionistas como "os japoneses de França".
O arquitecto Frank Lloyd Wright foi também um colecionador entusiasta dos trabalhos de Hiroshige, incluindo alguns de As Cinquenta e Três Estações da Tōkaidō. 
Em 1906, organizou a primeira retrospectiva de sempre do trabalho de Hiroshige no Art Institute of Chicago, descrevendo-os no catálogo da exposição como algumas "das mais valiosas contribuições alguma vez feitas para a arte mundial". 
Dois anos depois voltou a ceder elementos da sua colecção pessoal para uma outra exibição no Art Institute. Wright também projectou o espaço da galeria destinado à exposição, que foi na altura a maior de sempre do seu tipo.
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Ficheiro:Tokaido37 Fujikawa.jpg
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Fujikawa-shuku coberto de neve
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Ficheiro:Tokaido47 Seki.jpg
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Seki-juku
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Katsushika Hokusai
Ficheiro:Hokusai portrait.jpg
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Katsushika Hokusai, auto-retrato, 1839
Katsushika Hokusai (葛飾北斎?, outubro ou novembro de 1760 – 10 de maio de 1849) foi um artista japonês, pintor de estilo ukiyo-e e gravurista do período Edo. 
Em sua época, era um dos principais especialistas em pintura chinesa do Japão.Nascido em Edo (atual Tóquio), Hokusai é melhor conhecido como autor da série de xilogravuras Trinta e seis vistas do monte Fuji (富嶽三十六景, Fugaku Sanjūroku-kei?, c. 1831) que inclui sua pintura icônica e internacionalmente conhecida, A Grande Onda de Kanagawa, criada durante a década de 1820.
Hokusai criou o Trinta e seis vistas tanto como resposta à suas viagens quanto como parte de sua obsessão pessoal pelo Monte Fuji. Foi desta série, especificamente, que vieram as obras A Grande Onda e Fuji em Tempo Claro, que garantiram uma considerável fama de Hokusai dentro do território japonês e também fora dele. Como o historiador Richard Lane concluiu, "Na verdade, se há uma obra que fez o nome de Hokusai, tanto no Japão quanto no exterior, ela deve ser uma pintura desta série monumental...".
 Embora as obras de Hokusai anteriores a estas séries sejam certamente importantes, não foi até esta série que ele ganhou um amplo reconhecimento e deixou um impacto duradouro no mundo da arte. 
Foi também a A Grande Onda que inicialmente recebeu, e continua a receber, elogios e popularidade no mundo oriental.
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Ficheiro:Great Wave off Kanagawa2.jpg
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A Grande Onda de Kanagawa, a mais famosa xilogravura de Hokusai, a primeira da série 36 Vistas do 
Monte Fuji
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Biografia
Hokusai nasceu no 23º dia do nono mês do décimo ano do período Horeki (outubro ou novembro de 1760), filho de uma família artesã, no bairro de Katsushika de Edo, Japão. 
Seu apelido na infância era Tokitarō. 
Acredita-se que seu pai era o fabricante de espelhos Nakajima Ise, que produziu os espelhos para o shogun.Seu pai nunca fez de Hokusai um herdeiro, então é possível que sua mãe fosse uma concubina. Hokusai começou a pintar por volta dos seis anos de idade, possivelmente aprendendo a arte de seu pai, cujo trabalho sobre espelhos também incluía a pintura de desenhos em torno dos espelhos.
Hokusai foi conhecido por pelo menos 30 nomes durante sua vida. 
Embora o uso de vários nomes era uma prática comum dos artistas japoneses da época, o número de nomes que ele usou foi muito superior ao de qualquer outro grande artista japonês. 
As mudanças de nome de Hokusai são tão freqüentes e tão frequentemente relacionadas a alterações na sua produção artística e estilo, que são úteis para separar a sua vida em períodos.
Aos 12 anos, foi enviado por seu pai para trabalhar em uma livraria e biblioteca de empréstimos, um tipo de instituição popular nas cidades japonesas, onde os livros de leitura feitos blocos de madeira de corte eram um entretenimento popular das classes média e alta. 
Aos 14 anos, tornou-se um aprendiz de um entalhador de madeira, onde trabalhou até os 18 anos de idade, quando então foi aceito no estúdio de Katsukawa Shunshō. 
Shunshō era um artista de ukiyo-e, um estilo de gravuras e pinturas em bloco de madeira que Hokusai se tornaria mestre e líder da assim chamada escola Katsukawa. 
Ukiyo-e, tal como praticada por artistas como Shunshō, focava em imagens de cortesãs e atores Kabuki que eram populares nas cidades do Japão naquela época.
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Ficheiro:Red Fuji southern wind clear morning.jpg
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A gravura Fuji Vermelho da série Hokusai, Trinta e seis vistas do monte Fuji.
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Depois de um ano, o nome de Hokusai foi mudado pela primeira vez, quando ele foi apelidado 
Shunrō por seu mestre.
 Foi sob esse nome que ele publicou seus primeiros trabalhos, uma série de gravuras de atores
 Kabuki publicadas em 1779. 
Durante a década em que trabalhou no estúdio Shunshō, Hokusai casou-se com sua primeira esposa, de quem se sabe muito pouco, exceto que ela morreu no início de 1790. 
Ele iria se casar novamente em 1797, embora esta segunda mulher também morreu após
 um curto período de tempo. 
Ele teve dois filhos e três filhas com estas duas mulheres, e sua filha caçula, Sakae, também conhecida como Ōi, acabou por se tornar um artista como o pai. 
Com a morte de Shunshō em 1793, Hokusai começou a explorar outros estilos de arte, incluindo estilos europeus que ele revelou através de gravuras de cobre francês e holandês que ele havia conseguido adquirir. Logo foi expulso da escola Katsukawa por Shunkō, o principal discípulo de Shunshō, possivelmente devido a estudos na rival Escola Kanō. 
Este evento foi, em suas próprias palavras, fonte de inspiração: "O que realmente motivou o desenvolvimento do meu estilo artístico foi o constrangimento que sofri nas mãos de Shunkō".
Hokusai mudou também os temas de suas obras, afastando-se das imagens de cortesãs e atores que foram os temas tradicionais do ukiyo-e. 
Em vez disso, seu trabalho se concentrou em paisagens e imagens da vida cotidiana do povo japonês de vários níveis sociais. 
Esta mudança de tema foi um avanço no ukiyo-e e na carreira de Hokusai. 
Fogos de Artifício na Ponte Ryōgoku (1790) remonta a esse período da vida de Hokusai.
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Ficheiro:Hokusai-fuji9.png
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Viajantes atravessando o rio Oi, uma das dez gravuras que Hokusai adicionou às originais 36 em 36 Vistas do Monte Fuji. Foi-lhe pedido que adicionasse estas cópias por causa da popularidade da série original.
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Um período muito curioso que é comumente ocultado pela sociedade é o período Taito, um período em que Hokusai produziu séries de Shunga( "arte erótica" ). 
Trabalhos que possuem a delicadeza de uma bela representação, mas que alguns preferem esconder por considerá-las amorais. 
Por esse motivo Hokusai teve que muitas vezes esconder estas gravuras em envelopes,
 usando outros pseudônimos.
Os trabalhos mais conhecidos de Hokusai são: - "Hokusai Manga", este trabalho é uma série de estudo de movimentos, expressões que Hokusai faz em suas viagens.
 O termo "manga" é utilizada de uma maneira diferente da maneira atual. 
Chama-se "manga" por se tratar de uma caricaturalização da realidade;
- " As trinta e seis vistas do Monte Fuji", nesta série esta presente a gravura mais conhecida deste artista "A Grande Onda de Kanagawa".
- " As Cem vistas do Monte Fuji" série publicada após sua morte.
Katsushika faleceu em 10 de Maio de 1849. Posteriormente, cópias de suas ilustrações foram levadas ao mundo ocidental, conta a lenda que Felix Bracquemont descobre algumas páginas do " Hokusai Manga" servindo como proteção para cerâmicas japonesas em um mercado local da França. 
O mesmo acontece com Manet.
 Hokusai foi um entre tantos artistas de Ukiyo-e que influenciaram movimentos da Europa como o Impressionismo, pós-impressionismo, e art nouveau, esta influência é dado o nome de Japonismo.
Felix Bracquemont foi um importante intermediário entre a cultura japonesa e a ocidental. 
Este artista ajudou a divulgar a arte oriental. 
Outros artista que também foram bastante influenciados são, Claudet Manet, Van Gogh,Degas, Carolus Duran, Monet, Millete Rousseau, Gauguin, Signc, Henri Toulouse Lautrec,Baudelaure, Edmond de Goncourt, Mary Cassatt, Bonnad , Beardsley.
Outro dado interessante é que, antes de morrer, Hokusai escreveu um haicai (é um costume japonês escrever um poema pouco antes da morte). Segue:
Hitodama de
yuku kisan ja
natsa no hara
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(Tradução)
Agora como espírito
devo atravessar
os campos de verão.
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Trabalhos célebres
Trinta e seis vistas do monte Fuji (1823-1829) (inclui o conhecido "A Grande Onda em Kanagawa.")
Hokusai Manga' (1812-1848)
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Ficheiro:The Great Wave off Kanagawa.jpg
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1) A Grande Onda de Kanagawa
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2) O Monte Fuji com Tempo Limpo (também conhecida por Fuji Vermelho)
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Ficheiro:Lightnings below the summit.jpg
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3) Trovoada Abaixo do Cume
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Ficheiro:Fuji seen through the Mannen bridge at Fukagawa.jpg
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4) Fuji visto da ponte de Mannen em Fukagawa
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Ficheiro:The Fuji seen from the Mishima pass.jpg
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5) Fuji visto de Passagem Mishima
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Ficheiro:The coast of seven leages in Kamakura.jpg
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6) A Costa em Kamakura 
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Ficheiro:Senju in the Musachi provimce.jpg
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7) Senju na província de Musashi
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Ficheiro:Tama river in the Musashi province.jpg
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8) O rio Tama na província de Musashi
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9) A passagem de Inume na província de Kai
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10) Vista do campo Fujimi Fuji em Owari
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Ficheiro:Asakusa Honganji temple in th Eastern capital.jpg
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11) Templo Asakusa Honganji em Tóquio
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Ficheiro:Tsukada Island in the Musashi province.jpg
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12) Ilha Tsukada em Musashi
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13) Praia Shichiri em Sagami
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14) Umegawa em Sagami
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15) Kajikazawa na província de Kai
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16) Passagem Mishima em Kai
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17) O Lago Suwa em Shinano
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18) Ejiri-juku em Suruga
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19) O Fuji das montanhas de Totomi
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20) Ushibori em Hitachi
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Ficheiro:A sketch of the Mitsui shop in Suruga street in Edo.jpg
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21) Esboço da loja Mitsui na rua Suruga em Edo
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Ficheiro:Sunset across the Ryogoku bridge from the bank of the Sumida river at Onmagayashi.jpg
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22) Pôr-do-sol na ponte Ryogoku da margem do rio Sumida em Onmayagashi
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23) Hall Sazai - 500 templos Rakan
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24) Casa de chá em Koishikawa. O amanhecer após um nevão
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25) Shimomeguro
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26) Moinho-de-água em Onden
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27) Enoshima em Sagami
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28) Costa da Baía de Tago, Ejiri-juku em Tokaido
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29) Yoshida em Tokaido
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30) A rota marítima da província de Kazusa
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Ficheiro:Nihonbashi bridge in Edo.jpg
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31) Ponte de Nihonbashi em Edo
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32) Vila de Sekiya no Rio Sumida
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33) Baía de Noboto
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34O Lago Hakone em Sagami
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35O reflexo do Fuji no Lago Kawaguchi, visto da passagem Misaka em Kai
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* 36Hodogaya na região de Tokaido
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* 37Honjo Tatekawa
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* 38Nakahara em Sagami
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* 39Tokaido Shinagawa
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* 40Soshu Nakahara
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* 41Ocaso em Isawa em Kai
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* 42Encosta do Fuji do rio Minobu
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* 43Ono Shinden em Suruga
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Ficheiro:The Tea plantation of Katakura in the Suruga province.jpg
* 44A plantação de chá de Katakura em Suruga
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* 45O Fuji de Kanaya-juku na região de Tokaido
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46Trepando o Fuji
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Fonte de Pesquisa:
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